Historia da Cachaça

         Conceituado como referência para as novas cachaças deste século, o Armazém Vieira foi utilizado como posto de reabastecimento de grandes embarcações durante a época dos exploradores do Novo Mundo, que buscavam entre os suprimentos para seus navios, a indispensável cachaça da região.
         Instalado em um antigo casarão construído em 1840 e tombado pelo Patrimônio Histórico da cidade de Florianópolis, o Armazém vem produzindo desde 1987 a fina cachaça Armazém Vieira à partir do coração do melado da cana-de-açúcar do tipo Canafita ( Característica da região Sul do País, responsável pela geração de álcool nobre ), que após o envelhecimento por 6 anos em tonéis de Ariribá, ( Madeira conhecida como uma das melhores para envelhecimento de cachaça ), vem conquistando consumidores pelo Brasil e pelo Mundo, sendo conceituada e reconhecida como uma das pioneiras no segmento de cachaças diferenciadas, mercado em crescente evolução nos dias atuais.
         Em 2002, visando o pronto atendimento ao mercado em expansão, o Armazém Vieira lançou mais 5 versões para suas cachaças envelhecidas ( 2, 4, 8, 12 e 16 anos ).
         Com características únicas, provenientes do clima, solo e da cana-de-açúcar peculiar, a cachaça da Ilha de Santa Catarina vem conquistando prêmios e reconhecimento durante as últimas duas décadas.

         As cachaças Armazém Vieira estão registradas no Ministério de Agricultura do Brasil sob o nº SC 08151-5 e no FDA dos Estados Unidos com o nº 19460465082 e.

 


ARMAZÉM VIEIRA - SAFIRA
Teor alcoólico : 40%
Madeira : Ariribá e Grápia
Envelhecimento : 2 anos
Cód BR-AV-01

· Características :
Com boa oleosidade, é a cachaça de paladar mais forte da linha. Com álcool elegante e boa estrutura final, é indicada para preparação de drinks como a caipirinha ou ainda para ser apreciada pura.

ARMAZÉM VIEIRA - ESMERALDA
Teor alcoólico : 40%
Madeira : Ariribá e Grápia
Envelhecimento : 4 anos
Cód BR-AV-02

· Características :
Macia e agradável, possui boa oleosidade. Com aroma que lembra a própria cana, possui lágrimas abundantes e lentas e retrogosto médio. É límpida, incolor e possui um final adocicado.

ARMAZÉM VIEIRA - TRADICIONAL
Teor alcoólico : 40%
Madeira : Ariribá e Grápia
Envelhecimento : 6 anos
Cód BR-AV-03

· Características :
Tem boa oleosidade e aromas elegantes. Na boca é macia, frutada e com retrogosto longo.

ARMAZÉM VIEIRA - RUBI
Teor alcoólico : 40%
Madeira : Ariribá
Envelhecimento : 8 anos
Cód BR-AV-04

· Características :
Incolor e com boas lágrimas. Possui discreto caramelo no nariz, algo de frutas e maciez na boca com retrogosto longo.
ARMAZÉM VIEIRA - TERRA
Teor alcoólico : 40%
Madeira : Ariribá
Envelhecimento : 12 anos
Cód BR-AV-05

· Características :
Com cor levemente palha, possui aroma frutado e floral. Na boca é macia, levemente picante e com retrogosto frutado.
ARMAZÉM VIEIRA - ÔNIX
Teor alcoólico : 40%
Madeira : Ariribá
Envelhecimento : 16 anos
Cód BR-AV-06

· Características :
De cor palha, é bem oleosa e com muitas lágrimas. Excelente qualidade de aromas com toques de frutas e baunilha. Na boca tem bom corpo e um retrogosto muito longo. 2ª colocada em degustação de cachaças top da revista Playboy em 2004.


Diferenciais da Linha Armazém Vieira

· Pioneira no segmento de cachaças especiais e envelhecidas;
· Produzida à partir da Canafita, cana-de-açúcar que após fermentada gera álcool mais nobre que outros tipos de cana;
· Envelhecida em tonéis de Ariribá, madeira mais apropriada para o envelhecimento de cachaças;
· Histórico de mais de 100 anos de exportações.



Prêmios e Reconhecimentos da Linha Armazém Vieira

2004

- “Hyatt Cachaça Awards Concours Mondial de Bruxelas”
Medalha de Prata
Armazém Vieira Safira

- “Hyatt Cachaça Awards Concours Mondial de Bruxelas”
Medalha de Prata
Armazém Vieira Rubi

- Paulo Magulas - Presidente da Academia Brasileira de Cachaça
“Os produtos Armazém Vieira honram a qualidade da cachaça catarinense, sem dúvida, uma das melhores do País. Destacando-se a Armazém Vieira Terra”.

- Revista Playboy
7º Lugar entre as 28 Melhores Cachaças do Brasil
Armazém Vieira Esmeralda

- Revista Playboy
2º Lugar entre as 28 Melhores Cachaças do Brasil
Armazém Vieira Ônix

2003

- Revista Go Where - SP
“O Armazém Vieira possui uma das melhores cachaças do Brasil, dando continuidade histórica ao antigo entreposto marítimo estabelecido em 1840”.

- Folha de São Paulo - Revista do Jornal
“Feira vai apresentar mais de 400 marcas para degustação. Destacamos as cachaças Armazém Vieira de Santa Catarina”.

1994

- Revista ABB - Associação Brasileira de Barman
“Encontrada em duzentos pontos da cidade de São Paulo, a cachaça Armazém Vieira prova que o freqüentador das melhores casas está quebrando tabus e assumindo a cachaça como bebida de primeira linha”.

1987

- Revista Isto É
“Armazém Vieira, tonéis sofisticados e renomada aguardente”

- A HISTÓRIA DA CACHAÇA -

        As primeiras notícias que temos sobre a fermentação da cana-de-açúcar vêm do Antigo Egito. Os egípcios, em um ambiente fechado, inalavam o vapor aromatizado e fermentado do bico da chaleira para curar algumas moléstias. Entretanto foram os Gregos que conseguiram chegar ao processo "ácqua ardens", a água que pega fogo, ou ainda, água ardente.

        Os alquimistas descobriram a “água que pega fogo” e atribuíram a ela alguns poderes medicinais. Dessa maneira, a cachaça transforma-se na “água da vida” (Eau de Vie), pois era a bebida da longevidade.

        A expansão do Império Romano proporcionou um alastramento da bebida, assim, a Cachaça vai da Europa para o Oriente Médio. São os árabes que descobrem os equipamentos para destilação, parecidos com os que conhecemos hoje.

        A tecnologia se espalha pelo mundo e aperfeiçoa-se em cada país. Na Itália a partir da destilação da uva, surgiu o Grappa, na Alemanha, desenvolveu-se destilado de cereja, o Kirch, na Escócia, o Whisky, destilado da cevada sacarificada, na Rússia a Vodka a partir do centeio e na China e no Japão, o Sakê, de arroz. Na mesma época, surge em Portugal o destilado a partir do bagaço da uva, a Bagaceira, tornando-se mais tarde a principal mercadoria local, já que as relações comerciais portuguesas não estavam passando por uma boa fase e era necessário encontrar uma forma para a retomada dos lucros comerciais. Após a expansão marítima, Portugal passa a viver uma das piores fases de sua história. Com a anexação de seu território com a Espanha, durante muitos anos, perde seu monopólio comercial e a economia de sua colônia americana pouco lucra nessa fase. Ao final desse período, o país encontrava-se em uma das maiores crises financeiras de sua história. Dessa forma, inicia-se a crise em Portugal no século XVI atravessando todo o século seguinte tornando o país dependente de seu concorrente mais próximo, a Espanha, que passou a monopolizar rotas marítimas e comerciais em todo o mundo. Em sessenta anos, Portugal perdeu todo seu comércio oriental e algumas áreas na África.

        A salvação para Portugal, como acreditavam alguns, viria das terras do Novo Mundo, já que, para D. João VI, as novas terras eram uma grande “mina de ouro”.

        Para a ocupação e exploração das novas terras, Portugal trouxe ao Brasil mudas de cana-de-açúcar, vinda da Ilha da Madeira, onde as produziam. Os portugueses eram os mais experientes em produção por isso a escolha de tais mudas. Dessa forma, surgem os primeiros engenhos e conseqüentemente as primeiras vilas em território brasileiro.

        Os primeiros colonizadores que vieram para o Brasil, apreciavam a Bagaceira e o Vinho d'Oporto. Assim como a alimentação, toda a bebida era trazida da Corte. Num engenho da Capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana de açúcar - Garapa Azeda - que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. Era uma bebida limpa, em comparação com o Cauim (vinho produzido pelos índios, no qual todos cuspiam num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho). Os Senhores de Engenho passaram a servir o tal caldo, denominado Cagaça, aos escravos para que esses pudessem suportar melhor a carga de trabalho. Em seguida, tiveram a idéia de destilar a cagaça e assim nasceu a tão popular cachaça.

        A partir disso, a cachaça torna-se moeda entre os escravos e mercadores que trocavam a bebida por escravos na África.

        Por já existirem engenhos de produção de açúcar e rapadura, as destilarias de cachaça, ou “casas de cozer méis”, se multiplicaram. A Corte tentou, em vão, proibir diversas vezes o consumo e até a fabricação, pois não aceitava concorrência com a Bagaceira.

        Além de ser muito apreciada, a cachaça era utilizada para diminuir o frio, principalmente em Minas Gerais, local que uma grande população se concentrou em busca de ouro.

        Em 1756, a aguardente foi taxada pela Coroa Portuguesa, contribuindo para a reconstrução de Lisboa que, um ano antes, havia sido abalada por um violento terremoto.

        Símbolo da resistência brasileira, a Cachaça esteve presente nas mesas dos Inconfidentes e da população que apoiava a conjuração. A aguardente da Terra se tornou um símbolo da resistência à dominação portuguesa. Com o passar do tempo as técnicas para a destilação foram aperfeiçoadas e a cachaça passou a ser exaltada por todos como uma ótima bebida, sendo consumida até na Corte e em festas religiosas - o famoso Quentão. No século XIX, com a economia cafeeira crescendo, o advento da república e abolição da escravatura somado à ascensão da moda européia no Brasil, a cachaça acaba sendo deixada um pouco de lado sofrendo muitos preconceitos.

        Em 1922, com a Semana da Arte Moderna, a cachaça ganha novamente espaço e reconhecimento entre a população.

        Atualmente a cachaça se aperfeiçoou em qualidade com melhorias das técnicas de produção e a típica bebida do Brasil passou a ser apreciada por todos. Apesar de ainda sofrer preconceitos, a cachaça ganhou o cenário mundial e hoje qualquer adega ou restaurante de boa qualidade devem ter presente em seu bar uma boa cachaça. Várias destilarias do país possuem controle de qualidade e embalagens dignas dos melhores uísques. Esse empenho dos fabricantes conquistou o público feminino, abriu comércio nacional e a cachaça brasileira ganhou o mundo.

» FONTES:
· http://www.toneis.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=56
· http://www.cumbuca.com.br/gostosas_hc.htm
· http://www.museudacachacamg.com.br/paginas/acachaca.htm

· http://www.chefonline.com.br/cachacas/cachacas.php?codigo=22


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